O atendimento na saúde em 2026 passa por uma transformação estrutural. Não se trata apenas de digitalizar canais ou automatizar respostas. O que muda, de fato, é a forma como a jornada do paciente é pensada, conectada e sustentada ao longo do tempo, combinando tecnologia, dados, inteligência artificial e experiência humana.
Essa mudança é impulsionada por um novo perfil de paciente, mais digital, mais exigente e menos tolerante a experiências fragmentadas.
Segundo uma pesquisa divulgada pelo New York Post, 66% dos pacientes afirmam que o uso de tecnologia melhora a experiência durante consultas médicas, e 50% acreditam que novas tecnologias aumentam a qualidade do atendimento . Esses dados mostram que a experiência passou a ser parte central da percepção de cuidado.
Do atendimento reativo para a jornada orquestrada
Historicamente, o atendimento em saúde sempre foi reativo. O paciente entrava em contato para resolver um ponto específico, como marcar uma consulta ou esclarecer uma dúvida. Em 2026, essa lógica já não atende às expectativas do mercado.
Relatórios do Deloitte Global Health Care Outlook 2026 apontam que a experiência do paciente passa a ser um dos principais vetores de diferenciação entre instituições de saúde, ao lado de eficiência operacional e uso inteligente de dados .
O atendimento deixa de ser um ponto isolado e passa a funcionar como um orquestrador da jornada, conectando orientação, triagem, agendamento, preparo, lembretes, acompanhamento e pós-atendimento.
Omnichannel deixa de ser presença e vira contexto compartilhado
Em 2026, omnichannel na saúde não significa apenas estar presente em WhatsApp, telefone, e-mail, chat, aplicativos e portais do paciente. Significa unificar contexto.
Estudos sobre experiência omnichannel mostram que operações com canais integrados podem alcançar níveis de satisfação próximos de 67%, enquanto experiências desconectadas ficam em torno de 28%, segundo levantamento da Isometrik sobre atendimento omnichannel .
Na saúde, essa diferença se traduz diretamente em:
- menos repetição de informações
- menos frustração do paciente
- mais confiança no serviço prestado
O paciente espera que a instituição saiba quem ele é, em que etapa da jornada se encontra e qual é sua necessidade naquele momento, independentemente do canal utilizado.
Chatbots evoluem para assistentes inteligentes de jornada
Os chatbots também passam por uma mudança significativa. Eles deixam de ser ferramentas focadas apenas em FAQ ou respostas automáticas isoladas e passam a atuar como assistentes inteligentes, integrados a fluxos reais de atendimento.
Pesquisas acadêmicas recentes sobre IA conversacional em saúde indicam que chatbots bem treinados podem melhorar a clareza da comunicação, a organização de informações e a eficiência do atendimento, desde que operem com supervisão humana e regras claras de uso .
Em 2026, esses assistentes já são utilizados para:
- triagem inicial e direcionamento do paciente
- coleta estruturada de informações antes do atendimento humano
- automação de rotinas administrativas
- apoio às equipes humanas com resumos e histórico do atendimento
A lógica não é substituir pessoas, mas ampliar a capacidade das equipes.

IA generativa ganha escala, mas com governança
A inteligência artificial generativa passa a ocupar um papel central no atendimento em saúde, mas com uma exigência clara: governança.
De acordo com projeções apresentadas pela Deloitte, o mercado global de IA aplicada à saúde deve crescer de aproximadamente US$ 39 bilhões em 2025 para mais de US$ 500 bilhões até 2032, impulsionado por automação, análise de dados e experiências personalizadas .
Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com segurança, privacidade e confiabilidade. Estudos publicados no arXiv reforçam que a adoção de IA generativa em saúde precisa ser acompanhada de políticas claras de auditoria, rastreabilidade e limites de atuação para evitar riscos clínicos e operacionais .
Em 2026, a confiança do paciente passa diretamente pela sensação de que a tecnologia está a serviço do cuidado, e não substituindo decisões humanas de forma irresponsável.
Interoperabilidade e dados como base da experiência
Outro fator decisivo para o atendimento em saúde em 2026 é a interoperabilidade. Sistemas clínicos, administrativos e de atendimento precisam conversar entre si.
Especialistas em saúde digital destacam que a falta de integração entre sistemas é uma das principais causas de retrabalho, atrasos e experiências ruins para o paciente, enquanto a interoperabilidade melhora eficiência, continuidade do cuidado e tomada de decisão .
Sem dados conectados, o atendimento perde contexto. Com dados integrados, a experiência se torna mais fluida, segura e resolutiva.
Atendimento deixa de ser centro de custo e vira ativo estratégico
Em 2026, o atendimento em saúde deixa de ser visto apenas como centro de custo e passa a ser reconhecido como ativo estratégico.
Segundo análises de tendências publicadas por especialistas em experiência do paciente, instituições que não evoluírem para modelos integrados de atendimento e uso responsável de IA tendem a perder competitividade frente àquelas que conseguem unir eficiência operacional e experiência humana de qualidade .
O atendimento passa a impactar diretamente indicadores como:
- adesão ao tratamento
- redução de faltas e cancelamentos
- satisfação do paciente
- fidelização no longo prazo
O novo padrão do atendimento em saúde
O atendimento na saúde em 2026 será definido por alguns pilares claros:
- jornadas contínuas, não fragmentadas
- omnichannel com contexto compartilhado
- chatbots e IA generativa com propósito e governança
- tecnologia a serviço da clareza, da eficiência e do cuidado
O futuro do atendimento não será definido por quem adota mais ferramentas, mas por quem consegue orquestrar experiências humanas e digitais com responsabilidade, inteligência e sensibilidade. Quer uma amostra do futuro do seu atendimento, hoje mesmo? Fale conosco!
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