A experiência do cliente virou o campo de batalha das marcas

18/03/2026 Atendimento 0 comentários
A experiência do cliente virou o campo de batalha das marcas - Softium

Durante muito tempo, empresas competiram principalmente por preço, produto ou presença de mercado. Hoje, esse cenário mudou de forma profunda. Em praticamente todos os setores, a experiência do cliente passou a ser um dos principais fatores de diferenciação entre marcas. 

Um dado do relatório Global Customer Experience Trends, da PwC, ajuda a dimensionar essa mudança. Segundo o estudo, 82% dos consumidores afirmam que mudariam de marca após apenas uma experiência ruim de atendimento. Isso significa que, na prática, a fidelidade do cliente está cada vez mais ligada à qualidade da interação que ele tem com uma empresa. 

Essa transformação vem acontecendo porque o comportamento do consumidor mudou. O cliente digital é mais informado, mais exigente e tem muito mais opções à disposição. Se antes uma experiência ruim podia ser tolerada, hoje ela costuma ser suficiente para que o consumidor simplesmente procure outra empresa. 

A experiência deixou de ser um detalhe para se tornar parte central da estratégia. 

O novo poder do consumidor 

A digitalização acelerou a forma como as pessoas se relacionam com marcas. Hoje, grande parte das interações acontecem em ambientes digitais, muitas vezes em tempo real. Aplicativos, WhatsApp, chat, redes sociais e portais online se tornaram pontos de contato constantes entre empresas e clientes. 

Isso criou uma expectativa completamente diferente. O consumidor espera rapidez, clareza nas informações e continuidade no atendimento. Quando precisa repetir dados ou percebe que os canais não se comunicam entre si, a experiência se torna frustrante. 

O problema é que muitas organizações ainda operam com estruturas que não foram desenhadas para essa nova realidade. Sistemas diferentes, dados fragmentados e processos pouco integrados acabam criando atritos ao longo da jornada do cliente

E esses atritos têm impacto direto na percepção da marca. 

A experiência como fator de competitividade 

Diversos estudos mostram que empresas que investem de forma consistente na experiência do cliente conseguem gerar resultados superiores. Isso acontece porque uma boa experiência não apenas fideliza clientes, mas também aumenta o valor percebido da marca. 

Clientes satisfeitos compram mais, permanecem mais tempo e indicam a empresa para outras pessoas. Já experiências negativas tendem a gerar o efeito oposto, ampliado pelas redes sociais e pelos canais digitais. 

O que antes era um problema pontual hoje pode se transformar rapidamente em uma questão reputacional. 

Nesse contexto, a experiência do cliente deixa de ser responsabilidade exclusiva de uma área e passa a exigir uma visão mais ampla de gestão. Ela envolve tecnologia, processos, cultura organizacional e principalmente liderança. 

A jornada do cliente se tornou mais complexa 

Outro fator que torna a experiência tão estratégica é a complexidade da jornada atual. Um cliente pode iniciar um contato pelo site, continuar a conversa pelo WhatsApp e finalizar uma solicitação por telefone. Em muitos casos, ele também interage com aplicativos, portais ou redes sociais. 

Se esses pontos de contato não estão integrados, a experiência se fragmenta. O cliente precisa repetir informações, o histórico se perde e o atendimento se torna mais lento. 

Para o consumidor, isso gera frustração. Para a empresa, gera ineficiência operacional. 

É por isso que cada vez mais organizações estão revisando a forma como estruturam seus canais de relacionamento. A integração de dados e a visão unificada do cliente se tornaram fatores críticos para garantir continuidade no atendimento. 

Sem essa integração, a experiência tende a se deteriorar à medida que o volume de interações aumenta. 

O papel da liderança nesse novo cenário 

Se a experiência do cliente virou o campo de batalha das marcas, a liderança tem um papel central nessa transformação. 

Melhorar a experiência não depende apenas de novas ferramentas ou canais digitais. Depende de decisões estratégicas sobre como a empresa organiza seus processos, como integra informações e como prepara suas equipes para lidar com uma jornada cada vez mais complexa. 

Também exige uma mudança de mentalidade. Muitas organizações ainda tratam a experiência do cliente como uma iniciativa isolada ou um projeto pontual. Na prática, ela precisa ser vista como parte da estrutura do negócio. 

Empresas que conseguem alinhar estratégia, tecnologia e cultura organizacional em torno da experiência do cliente tendem a construir uma vantagem competitiva mais sólida. 

A nova fronteira da competitividade 

O dado da PwC mostra que a experiência deixou de ser apenas um diferencial. Em muitos mercados, ela se tornou um fator decisivo para a permanência do cliente. 

Quando 82% das pessoas afirmam que mudariam de marca após uma única experiência ruim, fica claro que o nível de tolerância do consumidor caiu drasticamente. 

Isso significa que cada interação importa. 

Atendimento, comunicação, resolução de problemas e continuidade da jornada são elementos que, juntos, definem a percepção do cliente sobre uma marca. No cenário atual, competir por experiência não é apenas uma escolha estratégica. É uma necessidade para organizações que desejam manter relevância em um mercado cada vez mais dinâmico e conectado. Quer se manter relevante? Fale conosco e conheça a solução tecnológica que irá revolucionar os seus atendimentos!

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